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COM DOIS GOLS DE LUCIANO, TIMÃO VENCE O BAHIA DE FEIRA E SE CLASSIFICA
Atacante foi a estrela da partida no interior da Bahia. Com a classificação, Corinthians volta a jogar apenas no dia 20 de abril, pelo Brasileirão
“Uh, é Luciano, uh, é Luciano, uh, é Luciano”. O grito eufórico da torcida do Corinthians era para o herói da partida. Foi dos pés do atacante que saíram os dois gols da vitória do Timão sobre o Bahia de Feira de Santana, por 2 a 0, nesta quarta, na Bahia, pela primeira fase da Copa do Brasil. Com a vantagem de dois gols, o Alvinegro eliminou o jogo de volta. Na próxima fase, o Timão enfrenta São Luiz (Rio Grande do Sul) ou Nacional (Amazonas). Na primeira partida, em Ijuí (RS), empate por 2 a 2. O jogo de volta, em Manaus, será dia 9 de abril.
Assim, o Corinthians, fora do Campeonato Paulista, do qual se despede no domingo, contra o Atlético Sorocaba, no Pacaembu, ficará 27 dias sem atuar - volta a jogar no dia 20 de abril, contra o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro. Essa, aliás, era a meta do Mano Menezes. O técnico queria logo eliminar o Bahia de Feira de Santana para poder preparar melhor a equipe. E reerguê-la.
Luciano, até pouco tempo desconhecido, já está nos braços da Fiel. Melhor em campo, ao lado de Romarinho, o atacante tem agora seis gols em seis jogos pelo Corinthians. Todas as vezes em que ele marcou, aliás, foi em dose dupla: fez gols em três partidas e passou em branco em outras três.
Apesar da vitória, faltou ao time de Mano Menezes apresentar um futebol de mais qualidade. Tanto que o gol da classificação veio apenas aos 44 minutos. Tarde demais diante da disparidade técnica entre as equipes.
Acelerado, Timão sai na frente
O Corinthians iniciou a partida com o pé no acelerador. Foi para cima do Bahia de Feira. Romarinho e Luciano, dupla de ataque do Timão, puxaram a fila. Só que foi o time baiano que levou perigo primeiro. Jacson saiu driblando da esquerda para a direita e chutou rasteiro, aos 16 minutos. Cássio defendeu.
Pouco depois, a equipe paulista poderia ter respondido com perigo ainda maior. Quem sabe com um gol. Mas o árbitro assinalou impedimento de Luciano de maneira equivocada. O atacante sairia na cara do gol. Mano Menezes reclamou muito do lance e, da beira do campo, avisou ao árbitro que ele tinha errado.
Dominando a posse de bola, o Corinthians foi ligeiramente melhor do que o seu adversário, mas poderia ter feito mais. De qualquer maneira, saiu em vantagem no primeiro tempo. Aos 31 minutos, Romarinho dominou chutão de Cléber e deu ótimo passe para Luciano tocar na saída do goleiro.
A dupla de ataque do Timão, aliás, foi o destaque da etapa inicial. Artilheiros do Corinthians na temporada, os dois foram os que mais tentaram criar e finalizar.
Luciano, o herói
Sem contar com uma armação muito criativa (Jadson e Renato Augusto, prejudicados pelo mau estado do gramado, estiveram apagados), o Corinthians continuou apoiado nas jogadas de Romarinho e Luciano. Só que os atacantes sentiam dificuldade. Na tentativa de jogar pelas pontas, os dois foram presas fáceis para marcação do time baiano.
Mas quando Jadson teve um lampejo de bom futebol, quase saiu o segundo gol. Sem marcação, o meia tocou em profundidade para Luciano tentar o toque na saída do goleiro. A bola foi para fora, e Romarinho reclamou. Ele achou que o companheiro de ataque poderia ter tocado. Mas ouviu do amigo:
- Não dava.
Com Renato Augusto e Jadson mais animados, as jogadas saíam com mais naturalidade. Mano, porém, preferiu não esperar mais. Sacou Renato Augusto e colocou Danilo. Insistente, o Corinthians até marcou o segundo gol, em cabeçada de Cléber. Mas o zagueiro estava impedido. Não valeu.
Apesar das mudanças (Uendel também entrou na vaga de Fábio Santos, e Malcom no lugar de Jadson), o Timão seguia guiado por sua dupla de ataque. Luciano e Romarinho, em sintonia, criavam as melhores jogadas. Melhor assim. Dos pés de Luciano saiu, aos 44 minutos, o gol da classificação alvinegra à próxima fase, em jogada iniciada por Romarinho, que passou para Uendel chutar cruzado. O goleiro deu rebote, e a bola sobrou para o artilheiro da noite. Ele tem estrela.
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Uma semana depois de ser derrotado pelo Emelec, no Equador, o León deu o troco em grande estilo no México. Com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, a equipe mexicana venceu por 3 a 0 na noite desta quarta-feira e assumiu a liderança do Grupo 7 da Taça Libertadores, o mesmo do Flamengo. Os gols do jogo foram marcados por Britos, Gómez e Rodrigues.
O triunfo levou o León aos sete pontos, um a mais que o Emelec, que permanece com seis, na vice-liderança. A terceira posição é do Bolivar, que venceu o Flamengo por 1 a 0 nesta noite, com cinco pontos. O Rubro-Negro é o lanterna, com quatro pontos, faltando somente duas rodadas para o fim da fase de grupos. Apenas os dois primeiros avançam.
O primeiro tempo foi equilibrado em León e o Emelec até poderia ter saído na frente. Logo aos 10 minutos, Escalada marcou, mas o árbitro, em lance duvidoso, anulou, anotando impedimento. Dez minutos depois, o centroavante Britos, de cabeça, colocou os donos da casa na frente.
A vantagem poderia ter sido maior se Elías ampliasse aos 39, mas o meia perdeu cara a cara. Nos acréscimos da primeira etapa, o time equatoriano ficou com dez jogadores em campo. Osbaldo Lastra deu uma entrada criminosa em Vázquez no meio-campo e recebeu o cartão vermelho direto.
Com a vantagem no placar e com um a mais, os donos da casa controlaram sem sustos toda a segunda etapa. Perdeu muitos gols e só ampliou aos 36, em pênalti muito bem cobrado por Vázquez. Quatro minutos depois, Rodríguez recebeu livre na área pela direita e bateu cruzado para fechar o marcador.
Na próxima quarta-feira, o León volta a atuar em casa, recebendo o Bolívar. Se vencer, se classificará com uma rodada de antecedência para as oitavas de final. O Emelec receberá o Flamengo no Equador apenas no dia 2 de abril, daqui a duas semanas.
GRÊMIO CALA CALDEIRÃO DO NEWELL'S NOS ACRÉSCIMOS, EMPATA E SEGUE LÍDER
Tricolor toma gol aos 33 minutos do segundo tempo, seu primeiro na Libertadores, mas reage e marca aos 47 com zagueiro Rhodolfo
O Grêmio pode ter levado o seu primeiro gol na Libertadores, mas não saiu com derrota na noite desta quarta-feira, no Estádio Marcelo Bielsa. Foi capaz de reagir após sair atrás no placar aos 33 minutos do segundo tempo, em chute de Maxi Rodriguez, e fazer o 1 a 1 aos 47, em cabeceio certeiro de Rhodolfo. Que calou o caldeirão do Newell's Old Boys e manteve a liderança do Grupo 6, que começava a cair no colo dos "leprosos".
Assim, após quatro rodadas, o Grêmio vai a oito pontos e deixa o Newell's em terceiro com cinco. O Nacional-COL, o próximo rival, tem sete. O lanterna é o Nacional-URU, com um. O time de Enderson Moreira poderá garantir a vaga por antecipação até com um empate na partida do dia 2 de abril, em Medellín, desde que os uruguaios derrotem em casa os argentinos na próxima quarta-feira.
O próximo jogo dos tricolores será pelo Campeonato Gaúcho: recebem o Juventude às 16h de domingo, em jogo único pelas quartas de final. O Newell's Old Boys visita o Argentinos Juniors no sábado, pela nona rodada do campeonato local, em que está a três pontos dos líderes Colón e Estudiantes.
Grêmio com Dudu e sem medo
Existem confrontos com cara, cor e forma de Libertadores. Pois Newell's e Grêmio se apresentaria como um desses duelos, pela disposição das equipes.
Ao estilo ousado já deflagrado por Enderson Moreira desde janeiro, a equipe gaúcha não se acanhou. Luan esteve próximo a Barcos, como no segundo tempo de pressão no 0 a 0 da Arena, na semana passada. Pela esquerda, Dudu, substituto do lesionado Zé Roberto, era o responsável por puxar os contra-ataques na base das arrancadas. Só que o caldeirão fervia. Como uma orquestra sincronizada, servia como combustível para a atuação argentina.
Em uma arrancada na diagonal, Figueroa pôs os ingredientes iniciais na partida, com uma batida da entrada da área. Concentrado, Marcelo Grohe fez uma daquelas defesas dignas de propaganda para goleiros ao espalmar para fora. O Newell's tocava a bola, apresentava a escola da posse de bola, "tiki-taka" introduzido pelo então técnico Gerardo Martino (hoje no Barcelona), antecessor de Alfredo Berti.
Luan deu a resposta com um chute rasteiro perigoso da intermediária, aos 19. Depois, foi a vez de Pará: cobrou boa falta, mas viu Guzmán executar defesa segura. Dudu já havia desperdiçado oportunidade, quando Figueroa bateu de primeira, de dentro da área, fazendo tremer os cerca de 200 gremistas na arquibancada. Outra vez, Grohe mostrou-se soberano. Um símbolo do próprio Grêmio, que, embora alguns sustos, mostrou-se segura no primeiro tempo.
Duro golpe aos 33 minutos
E, quando nem Grohe salva, surge a trave para reparar erro de Wendell, que, aos dois minutos da etapa final, errou domínio de bola e entregou-a a Bernardi.
O verdadeiro milagre do camisa 1 viria aos 11. Após cobrança de falta da direita, o centroavante Ponce, de apenas 16 anos, teve a certeza que acertaria a rede. Só que o arqueiro gremista desviou com a ponta dos dedos.
Do outro lado, Guzmán também mostrava o motivo pelo qual havia sido eleito na Arena como o melhor da partida. Espalmou perigosos arremates de Ramiro e Riveros, em sequência. Só que o Newell’s não desanimava e cozinhava a defesa gremista. Trezeguet e Orzán haviam substituído Ponce e Banega, respectivamente, para melhorar o ímpeto ofensivo.
Rhodolfo, o herói
Deu certo. Após confusão dentro da grande área, em que defesa tricolor não conseguiu afastar, a bola sobrou limpa para Maxi, o melhor da equipe argentina, bater da zona da penalidade.
A bola passou por baixo de Grohe. Gol do camisa 11, que se lançou no gramado como se fosse um título - significava a liderança no grupo da morte. Restou ao Grêmio correr atrás.
Enderson passou para a alteração emergencial. Sacou Edinho para o ingresso de Alan Ruiz. Depois, Everaldo substituiu Pará. A torcida da Lepra pulava, subia nas grades, vibrava. Até que Barcos, num último suspiro, fez cruzamento certeiro para Rhodolfo completar para a rede e deixar tudo igual. Com isso, o Tricolor depende apenas de si para avançar à próxima fase.
DEFENSOR-URU MARCA NOS ACRÉSCIMOS E COMPLICA O FUTURO DO CRUZEIRO NA LIBERTADORES
Diante de quase 40 mil torcedores, time brasileiro não consegue segurar vitória parcial e vê a classificação mais longe no Grupo 5 da Libertadores
A noite que parecia terminar feliz para a torcida celeste acabou com gritos de "Vergonha" no Mineirão. Diante de 40 mil pessoas (39.983 pagantes), o Cruzeiro deixou a vitória escapar no final da partida. Guerreiro, o time do Defensor-URU buscou o empate por 2 a 2 no último minuto e complicou muito a situação do time brasileiro na Libertadores.
Em jogo muito tumultuado e com uma expulsão para cada lado, ainda no primeiro tempo, Éverton Ribeiro e Júlio Baptista marcaram para a Raposa, mas o brasileiro Felipe Gedoz e Zeballos empataram para o Defensor-URU, calando o Gigante da Pampulha.
Se o objetivo era repetir a campanha de 1997, quando venceu os três últimos jogos da primeira fase e iniciou a caminhada rumo ao título, o time celeste vacilou logo no primeiro desafio. E justamente em casa, onde mostra sua força, junto com a torcida.
O Cruzeiro segue com uma vitória na Libertadores e apenas quatro pontos no Grupo 5. O líder é o Universidad de Chile, próximo adversário da Raposa, com nove pontos. Os dois se enfrentam no dia 03 de abril, quinta-feira, em Santiago, no Chile. Antes disso, na terça, o Defensor-URU vai até Huancayo, no Peru, encarar o Real Garcilaso.
52 minutos de primeiro tempo
Como de costume no Mineirão, o Cruzeiro tentou colocar pressão nos primeiros minutos. Mas encontrou um Defensor-URU fechado e bem postado. Dagoberto era um dos jogadores mais acionados, e travava um duelo particular com Zeballos no lado esquerdo.
No entanto, quem teve que trabalhar primeiro foi o goleiro Fábio, em chute cruzado de Gino. O troco celeste foi de um modo inesperado: um contra-ataque. Após escanteio do Defensor-URU, Éverton Ribeiro tramou boa jogada com Ricardo Goulart, que bateu de fora da área e obrigou o goleiro adversário a mandar para escanteio.
A partir dos quinze minutos, muita catimba por parte dos uruguaios, e muito nervosismo dos brasileiros. O Cruzeiro demorou para voltar ao jogo. E quando voltou, os uruguaios continuaram eficientes em gastar tempo. Demoravam a cada cobrança de falta, provocavam, e também levavam perigo.
Após falta na entrada da área, Felipe Gedoz, que marcou em Montevidéu, foi para a cobrança e exigiu boa defesa de Fábio.
O primeiro tempo seguia tumultuado e tudo parecia caminhar como o time uruguaio esperava. Até que Dagoberto sofreu falta na entrada da área, aos 46 minutos. Com o atacante caído no chão, uma confusão se formou. Empurrão pra lá e pra cá e uma expulsão de cada lado: Nilton, pelo Cruzeiro, e o zagueiro Malvino, pelo Defensor. Depois de três minutos e muita catimba, Éverton Ribeiro cobrou e acertou o ângulo de Campaña. Cruzeiro 1 a 0, num primeiro tempo que foi até os 52 minutos.
Castigo no fim
O segundo tempo começou com modificações. Os dois técnicos recompuseram o setor defensivo, trocando um atacante por um jogador de contenção. Entraram Rodrigo Souza no lugar de Dagoberto, e Luna na vaga de Matías Alonso. O jogo ganhou outra cara, com menos catimba, mais espaço e mais jogadas de ataque. O Cruzeiro teve a primeira oportunidade logo aos quatro minutos. Lucas Silva roubou a bola e tocou para Éverton Ribeiro, que bateu para defesa de Campaña. Aos 10, Ricardo Goulart chegou em boa posição e bateu para fora. Dois minutos depois, Júlio Baptista teve outra oportunidade, mas o goleiro foi bem.
O jogo estava bom para a Raposa. O time celeste conseguia trocar passes, e o Defensor-URU não apertava a marcação. Atrás, os uruguaios ainda davam espaço. Foi disso que Júlio Baptista aproveitou.
Aos 17 minutos, ele recebeu na entrada da área, pela esquerda, cortou o zagueiro e bateu colocado, no canto. Mais um do Cruzeiro que, no entanto, teve pouco tempo para comemorar. Aos vinte minutos, a zaga celeste bateu cabeça duas vezes, primeiro com Dedé, depois com Rodrigo Souza, e Felipe Gedoz entrou livre na área e bateu por baixo de Fábio para diminuir a desvantagem uruguaia: 2 a 1.
O Cruzeiro demorou um pouco para digerir o gol. Foi levar perigo novamente após dez minutos, com Júlio Batista. E quase saiu um golaço. Após cruzamento da direita, o camisa 10 tentou um voleio e a bola passou perto. O técnico Marcelo Oliveira mexeu na equipe e tentou dar novo fôlego. Mas quem brilhou foi Arrascaeta. O camisa 10 do Defensor-URU fez grande jogada e deixou Luna na cara do gol. Fábio defendeu na primeira, mas não pôde evitar o gol de Zeballos no rebote. Gritos de "Vergonha" no Mineirão e situação complicada na Libertadores.
BOTA SUPERA SUFOCO DO INDEPENDIENTE E MANTÉM PONTA COM GOL DE FERREYRA
Equipe abre placar no início e, no ritmo do apoio da torcida no Maracanã, segura vantagem para ficar em situação mais confortável no Grupo 2
Não foi nada simples como muitos imaginavam diante da pouca tradição do adversário. Teve de ser na base da raça, do sufoco, das defesas de Jefferson e da cabeça de Ferreyra, autor do único do gol do jogo, que o Botafogo superou o Independiente del Valle por 1 a 0 na noite desta terça-feira, no Maracanã, e manteve a liderança isolada do Grupo 2 da Taça Libertadores. Para os 26.837 presentes (23.347 pagantes e renda de R$ 1.248.880), foram 90 minutos de um misto de tensão e euforia. No fim, o alívio tomou conta da arquibancada após a batalha.
O Alvinegro chega à terceira vitória em três partidas no Rio de Janeiro na competição (uma delas na fase preliminar) e se isola na frente de sua chave, com sete pontos. Para ser alcançado ainda nesta rodada, é necessário que o San Lorenzo derrote o Unión Española por pelo menos três gols de diferença na quinta-feira. Já os equatorianos, por ora, seguem em segundo, com quatro pontos. No dia 2 de abril, o Glorioso pega o Unión Española, no Maracanã, enquanto Independiente e San Lorenzo medem forças ainda este mês, no dia 27.
Para comprovar as dificuldades, o goleiro alvinegro foi escolhido o melhor em campo pela organização da Libertadores. Ele comemorou o bom trabalho e enalteceu o esforço coletivo.
- Pude contribuir em campo. Parabéns para o time. Foi difícil. Libertadores é isso. Vamos ter um tempo para trabalhar e corrigir os erros. Sabemos que a equipe deles é boa e fizemos um ótimo primeiro tempo. Depois, um segundo irregular. Fico feliz pelo jogo de hoje. Fiz boas defesas e o caminho é este - afirmou o camisa 1.
Gol cedo ilude, e jogo é equilibrado
Disposto a apagar a má impressão deixada nos dois jogos seguidos fora de casa, nos quais não conseguiu vencer e foi apático, o Botafogo partiu para dentro dos equatorianos com muita intensidade.
Na batida da torcida, que não parou de cantar, logo encontrou seu gol, através da cabeçada de Ferreyra. O argentino aproveitou cruzamento de Lucas, aos dois minutos. No entanto, o rival não se assustou com a pressão e mostrou que seu setor ofensivo é bem melhor do que o atrapalhado sistema defensivo, incomodando o Alvinegro com tabelas rápidas entre Sornoza, Guerrero e Gonzalez.
Jefferson teve que defender com os pés um chute forte cruzado do último e viu a bola passar perto em tentativa de Lamas que congelou o Maracanã perto do fim do primeiro tempo. No restante do tempo, as duas equipes tentaram imprimir velocidade, em um ritmo realmente frenético, mas erraram passes em demasia. O próprio líder do grupo criou poucas chances - a mais perigosa delas uma pancada de Jorge Wagner no travessão, aos 43.
Pressão equatoriana até o fim
Na volta do intervalo, a limitação do Independiente del Valle deu lugar a um time ainda mais aguerrido e que chegou a colocar o Botafogo em dificuldades várias vezes. Aos 14, Guerrero aproveitou-se de bola espirrada e bateu rente ao poste esquerdo. Mais tarde, Jefferson faria defesa de pura agilidade ao evitar que um arremate que desviou em Dória o traísse.
Preocupado, o técnico Eduardo Hungaro trocou Wallyson - em noite apagada - por Cidinho. Na prática, o panorama não se alterou. A partida permaneceu imprevisível, com oportunidades desperdiçadas de um lado a outro.
Com jogadores esgotados, mais mudanças aconteceram sem qualquer sacada tática. Porém, o Glorioso, mesmo recuado e incapaz de reter a posse de bola nos dez minutos finais, ganhou tempo precioso e evitou o empate mostrando raça em meio à rispidez dos equatorianos, que buscavam a qualquer custo um último suspiro. Como fizera no primeiro tempo, Jorge Wagner voltou a carimbar o travessão, já no finzinho. Com o apito derradeiro, algumas vaias foram abafadas pelos gritos empolgados da maioria dos alvinegros.
R10 PERDE PÊNALTI, CONVERTE OUTRO, E GALO EMPATA COM O NACIONAL-PAR
Atlético-MG demonstra nervosismo, fica no 1 a 1 no Independência e desperdiça chance de abrir seis pontos de vantagem na liderança
Nem parecia que o líder com folgas do Grupo 4 da Libertadores jogava em casa. Sem inspiração e muito nervoso, o Atlético-MG até saiu na frente no placar, em pênalti batido por Ronaldinho Gaúcho, que havia desperdiçado um seis minutos antes. Mas sofreu o empate ainda no primeiro tempo, em linda cobrança de falta de Riveros. O segundo tempo foi praticamente um desafio de ataque contra defesa, que levou a melhor ao segurar o 1 a 1 no Independência.
Apesar do tropeço, o Atlético-MG ainda vive situação tranquila na chave: tem oito pontos e está em primeiro lugar. O surpreendente Nacional-PAR mostrou que a disposição foi capaz de compensar a qualidade técnica inferior por duas vezes seguidas - os times haviam empatado por 2 a 2 no Paraguai, na semana passada. Isolou-se na vice-liderança com cinco pontos, um a mais do que Santa Fé e Zamora. Se tivesse vencido, o Galo abriria seis pontos de vantagem sobre seus três concorrentes.
Ronaldinho, que viu sua mãe, Miguelina, estrear como espectadora em estádios no ano, não teve um desempenho de destaque - assim como seus companheiros, faça-se justiça. Marcou seu primeiro gol nesta temporada e deu alguns bons passes longos. Ele destacou a retranca dos paraguaios e explicou o pênalti perdido:
- O cara (goleiro) me conhece bem, vinha me estudando há muito tempo e acabou defendendo. Bati forte no canto, e ele acertou.
Agora, o Atlético-MG volta suas atenções para o Campeonato Mineiro. No domingo, às 16h (de Brasília), começa a decidir uma vaga na final contra o América-MG, mais uma vez no Independência. Pela Libertadores, só volta a campo no dia 3 de abril, quando visita o Santa Fé, em Bogotá, na Colômbia.
Dois gols em lances de bola parada
A pressão prevista pelo técnico Gustavo Morígino começou cedo: logo no primeiro minuto, Jô quase abriu o placar após cruzamento da esquerda. Era só o prenúncio do que viria pela frente. Empurrado pela torcida, o time tomou conta do campo de ataque, apesar de Torales tentar diminuir o ritmo quando o Nacional-PAR tinha a bola. Apesar da pressão, foi num contragolpe que veio a melhor chance para abrir o placar.
Ronaldinho achou Tardelli em velocidade pela direita, e o camisa 9 foi derrubado na área por Mendoza. R10 cobrou o pênalti rasteiro no canto, e Don defendeu. Não demorou para que o Galo tivesse outra ótima chance. Em cobrança de falta de Ronaldinho, Melgarejo cortou a trajetória da bola com a mão dentro da área. Dessa vez, o craque trocou de canto - e o goleiro também, quase defendendo: 1 a 0, aos 19 minutos.
Atrás no placar, o Nacional mostrava qualidade no passe e passou a buscar mais o ataque. Exigiu de Victor grande defesa em finalização de Benítez. O Galo perdeu a velocidade de Fernandinho, substituído aos 35 minutos por Neto Berola - que teve atuação ruim - por causa de uma lesão muscular. Um minuto depois, Riveros fez bela cobrança de falta, deixando Victor praticamente estático: 1 a 1. O fim do primeiro tempo teve um Nacional aproveitando o mau momento do adversário, que viu com alívio o apito de Omar Ponce.
Transpiração, sem inspiração
A etapa final começou como terminou a primeira. O Galo, normalmente temido em seus domínios, apresentava muito nervosismo diante de um adversário que chegou a Belo Horizonte para tentar um empate. Errava passes, não conseguia controlar o jogo e esbarrava numa marcação adiantada e por pressão no meio-campo. Paulo Autuori trocou Josué por Leandro Donizete e, já no fim, Pierre por Guilherme.
Com o jogo amarrado, as chances ficaram escassas. Satisfeito com o empate, o Nacional não se envergonhava de ficar com os 11 jogadores na intermediária defensiva em alguns momentos. Mesmo sem inspiração, o Galo teve as duas melhores chances: uma com Tardelli, que furou dentro da área, e outra com Berola, após ótima tabela com R10. Jô ainda chegou a colocar uma bola na rede, mas o impedimento foi corretamente marcado, para tristeza dos torcedores que viram o Galo chegar ao terceiro tropeço (dois empates e uma derrota) em dez partidas no Independência neste ano.
FURACÃO BATE UNIVERSITARIO POR 3 A 0 E DIVIDE LIDERANÇA DO GRUPO 1 COM VÉLEZ
Bruno Mendes, Felipe e Ederson fazem gols da vitória que deixa time com 9 pontos ganhos. Equipe peruana é a pior da fase de grupos da Libertadores
A atuação não foi brilhante, apesar do placar. Mas o Atlético-PR cumpriu com sua obrigação e não decepcionou os 10.153 torcedores que foram à Vila Capanema na tarde desta quinta-feira - 8.991 pagantes proporcionaram a renda de R$ 194.745,00. Depois de ter derrotado o Universitario em Lima por 1 a 0, o Furacão voltou a vencer o adversário, agora em casa. Com gols de Bruno Mendes, Felipe e Ederson, chegou com facilidade aos 3 a 0. Agora somou nove pontos no Grupo 1 da Libertadores e ficou empatado na liderança em todos os critérios de desempate - pontos, saldo de gols, gols-pró e gols marcados fora de casa - com o Vélez Sarsfield, da Argentina. O último critério, que seria o sorteio, só é utilizado para definir a classificação final.
Tudo bem que o time desperdiçou chance de ouro de superar o Vélez no saldo de gols. Principalmente Ederson, que perdeu gol feito na primeira etapa. O Universitario, que volta a campo na próxima sexta-feira, em casa, contra o Strongest, e já está eliminado, é a única equipe na Libertadores a não ter pontuado até agora e sequer ter marcado um gol. Mesmo assim, o torcedor rubro-negro saiu satisfeito. A próxima partida pela competição será contra o próprio Vélez, na próxima quarta-feira, na Vila Capanema, num duelo pela liderança.
Jogador mais festejado, Felipe, que marcou o segundo gol assim que entrou no lugar de Mirabaje, fez questão de elogiar o apoio da torcida.
- Tem que continuar trabalhando, procurar sempre alcançar os objetivos. A gente tem que estar preparado para tudo. Mas quando vem a força da torcida, a gente fica feliz
Furacão bem veloz
Velocidade foi o mantra do Furacão para tentar decidir logo a partida. O técnico Miguel Ángel Portugal conhece a máxima: o melhor caminho para a vitória é pelas pontas. Simples. Não deu outra. Era essa a ordem. O time demorou nove minutos para balançar a rede. Tudo bem que houve colaboração da zaga do Universitário: Mirabaje avançou pela esquerda e tocou na frente para Bruno Mendes. O atacante bateu na saída do goleiro. Vargas tentou cortar e botou para dentro: 1 a 0.
Lanterna da competição, o Universitario, muito fraco tecnicamente, se limitava a partir nos contra-ataques para tentar surpreender. Com muitos erros de passe e posicionamento e diante de um anfitrião com pouquíssimas doses de erros na defesa, teve as melhores chances em chutes de fora da área. O primeiro foi uma bomba de Christofer Gonzales. Weverton se espichou e tocou para escanteio. O goleiro apareceu bem também num tiro cruzado de Dalton Gómez, o único sopro de inspiração da equipe. E foram essas as oportunidades de perigo dos visitantes.
O Atlético-PR insistia na correria e se aproveitava dos espaços na marcação deixados pelo meio-campo do Universitario. Douglas Coutinho, Mirabaje e, principalmente, Sueliton e Natanael, pelos lados, imprimiam ritmo. Mas faltava um pensador, aquele toque final para Bruno Mendes. Bem colocado, o camisa 29 pedia mais bola na área. E Ederson... O camisa 9 abusou nas falhas de passe e, principalmente, conclusão.
A torcida rubro-negra foi à loucura quando furou centro para trás de Sueliton à feição para bater. E, principalmente, quando recebeu livre, após jogada de Douglas Coutinho, que se livrou do goleiro, e tocou para fora, com o gol vazio. O atacante chegou até a correr para comemorar. Depois, uma série de centros na área sem eficiência fechou o primeiro tempo com a certeza de que o Furacão precisava melhorar para ampliar o marcador.
Felipe entra e decide
Na segunda etapa, o Furacão tentou repetir o ritmo do começo da primeira. E podia logo ter feito o segundo gol. Mas Mirabaje não soube aproveitar sobra do goleiro Carvallo e isolou. Saiu debaixo de vaias para a entrada de Felipe. E logo na primeira bola, o camisa 28, após receber passe de Bruno Mendes, selou praticamente a vitória do Atlético-PR: 2 a 0, com 16 minutos.
O Universitario, que pouco antes dera um susto em jogada individual de Dalton Gómez, travado pela zaga do Furacão, trocou Luna por Olascuaga no meio-campo.
E quase diminuiu o placar com Ruidiaz. Weverton, mais uma vez, fez boa defesa. Os técnicos voltaram a fazer mudanças. Miguel Ángel Portugal pôs Crislan no lugar de Bruno Mendes, para dar mais velocidade, e sacou o já cansado Douglas Coutinho para a entrada de Mérida. O técnico Carlos Silvestri lançou Cris Martínez e tirou Aguirre. Aos 39, finalmente, Ederson fez as pazes com a torcida, ao receber presente do goleiro Carvallo. Fez o terceiro e deixou a equipe empatada na liderança com o Vélez. A torcida saiu comemorando. Agora, é esperar a próxima quarta-feira.