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FUTEBOL NA NEET

domingo, 1 de maio de 2011

Nos pênaltis, de novo, Fla vence a Taça Rio e conquista o Carioca

Rubro-Negro leva, de forma invicta, o seu 32º Campeonato Carioca e aumenta hegemonia no estado. Vascaínos desperdiçam três cobranças
 (André Durão / Globoesporte.com)
Nos pênaltis e invicto. Assim o Flamengo confirmou a sua hegemonia no Rio e conquistou, neste domingo, no Engenhão, o título carioca de forma antecipada ao derrotar o Vasco na decisão da Taça Rio, nos pênaltis, por 3 a 1, após empate em 0 a 0 no tempo normal.
Fla 700
Depois de perder sua cobrança contra o Fluminense na semifinal, coube a Thiago Neves garantir a taça deslocando o goleiro Fernando Prass. O Bonde sem freio parou o Trem-Bala da Colina e aumentou a hegemonia rubro-negra no estado, com o 32º título. O Tricolor, que, pelo regulamento da acabou como vice-campeão geral na soma dos pontos dos dois turnos, tem 30.

Esta foi a sétima vitória consecutiva do Fla em decisões por pênalti. A última derrota foi diante do Santos, na Sul-Americana de 2004. Se por um lado o time da Gávea conquistou a taça sem saber o que é derrota, com 11 vitórias e sete empates, o time de Vanderlei Luxemburgo também não venceu seus principais rivais nas fases decisivas do campeonato, tendo eliminado Botafogo, Fluminense e Vasco, nas semifinais e finais da Taça Guanabara e Rio, respectivamente, nos pênaltis. O único triunfo decisivo foi diante do Boavista, por 1 a 0, na final da Taça Guanabara. Já o Vasco, além de mais um vice para o adversário, manteve seu jejum de oito anos sem títulos. A


última conquista foi o Carioca de 2003.

O time de São Januário volta a campo na próxima quarta-feira, diante do Atlético-PR, às 21h50 (de Brasília), na Arena da Baixada, pela primeira partida das quartas de final da Copa do Brasil. Pela mesma fase da competição, o Flamengo recebe o Ceará, no dia seguinte, também às 21h50 (de Brasília), no Engenhão.

Linha de passe! Thiago Neves toca para Ronaldinho, que serve Deivid. O atacante...
crônica times notícias
Nos pênaltis, de novo, Fla vence a Taça Rio e conquista o Carioca
Rubro-Negro leva, de forma invicta, o seu 32º Campeonato Carioca e aumenta hegemonia no estado.

Nos pênaltis e invicto. Assim o Flamengo confirmou a sua hegemonia no Rio e conquistou, neste domingo, no Engenhão, o título carioca de forma antecipada ao derrotar o Vasco na decisão da Taça Rio, nos pênaltis, por 3 a 1, após empate em 0 a 0 no tempo normal. Depois de perder sua cobrança contra o Fluminense na semifinal, coube a Thiago Neves garantir a taça deslocando o goleiro Fernando Prass. O Bonde sem freio parou o Trem-Bala da Colina e aumentou a hegemonia rubro-negra no estado, com o 32º título. O Tricolor, que, pelo regulamento da acabou como vice-campeão geral na soma dos pontos dos dois turnos, tem 30.
Gaúcho vive dupla emoção: título e filho no Engenhão (André Durão / Globoesporte.com)
Esta foi a sétima vitória consecutiva do Fla em decisões por pênalti.

A última derrota foi diante do Santos, na Sul-Americana de 2004. Se por um lado o time da Gávea conquistou a taça sem saber o que é derrota, com 11 vitórias e sete empates, o time de Vanderlei Luxemburgo também não venceu seus principais rivais nas fases decisivas do campeonato, tendo eliminado Botafogo, Fluminense e Vasco, nas semifinais e finais da Taça Guanabara e Rio, respectivamente, nos pênaltis. O único triunfo decisivo foi diante do Boavista, por 1 a 0, na final da Taça Guanabara. Já o Vasco, além de mais um vice para o adversário, manteve seu jejum de oito anos sem títulos. A última conquista foi o Carioca de 2003.

O time de São Januário volta a campo na próxima quarta-feira, diante do Atlético-PR, às 21h50 (de Brasília), na Arena da Baixada, pela primeira partida das quartas de final da Copa do Brasil. Pela mesma fase da competição, o Flamengo recebe o Ceará, no dia seguinte, também às 21h50 (de Brasília), no Engenhão.

Bonde do Mengão sem freio comemora o título antecipado e de forma invicta com muita alegria após a vitória nos pênaltis sobre o Vasco, por 3 a 1
Jogo morno e destaque para os goleiros.
Thiago Neves: 'Jogando em time grande, a gente ganha' (André Durão / Globoesporte.com)
Sob os olhares do técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, que mais uma vez esteve no Engenhão, os primeiros minutos da decisão foram truncados e com algumas jogadas violentas. O árbitro marcava poucas faltas e deixava o jogo correr.

Mesmo com Allan improvisado na lateral-direita, o Vasco começou assustando justamente pelo setor. Com menos de dez minutos, foram pelo menos três chances pela direita com o próprio Allan, Fellipe Bastos e Éder Luis. Em duas delas, a defesa do Flamengo afastou mal a bola. Apesar das duas torcidas terem comparecido em bom número, era a vascaína que cantava mais alto e empurrava o Trem-Bala.
Vasco erra três pênaltis e vê rival Fla ser campeão carioca

Vasco cai diante do Fla nos pênaltis e vê rival ser campeão

Contando com o retorno de Ronaldinho Gaúcho, recuperado de dores no joelho esquerdo que o tiraram das últimas duas partidas, o Rubro-Negro dominava a posse de bola, mas errava muitos passes. Ainda assim, as duas primeiras grandes chances do jogo foram do time do técnico Vanderlei Luxemburgo. Aos 22 minutos, Ronaldinho Gaúcho cobrou falta e Thiago Neves, livre, cabeceou pra fora. Quatro minutos depois, foi a vez de Bottinelli receber de Deivid e, na cara do gol, chutar para grande defesa de Fernando Prass.

Aos poucos, o Bonde começava a sair do lugar. Contestado por suas atuações na temporada, Deivid se movimentava muito no ataque e dava trabalho aos zagueiros vascaínos. Já o argentino Bottinelli destoava no meio-campo e não conseguia dar sequência às jogadas. Depois do bom início, o Vasco tentava se reorganizar em campo. Em chute de longe, o meia Felipe assustou o xará camisa 1 do Flamengo e quase abriu o placar.
Felipe vê erros do Vasco como 'medo ou respeito' (André Durão / Globoesporte.com)
O goleiro rubro-negro teve outro momento de tensão aos 34.
Ao cortar um cruzamento da direita, Felipe levou uma cabeçada involuntária de Alecsandro em seu cotovelo direito. O jogador foi atendido pelos médicos do clube e causou apreensão na torcida com suas expressões de dor no ombro, mas foi para o sacrifício a tempo de salvar uma cabeçada de Diego Souza, na última chance clara da primeira etapa.

Mesmo ainda sentindo dores, Felipe voltou para o segundo tempo. E viu de camarote Ronaldinho Gaúcho quase colocar o Flamengo em vantagem. Bottinelli sofreu falta na entrada da área e o camisa 10 da Gávea cobrou para mais uma boa defesa de Prass. Tranquilo e precisando apenas de uma vitória para conquistar o título antecipado, Luxemburgo observava tudo sentado no banco de reservas. Já Ricardo Gomes orientava efusivamente sua equipe à beira do campo. Um retrato da situação diferente dos dois times na competição.
Campeão de primeira viagem no Fla, Luxa celebra conjunto (André Durão / Globoesporte.com)
O impeto inicial das equipes, no entanto, não foi o mesmo da primeira etapa e o jogo caiu muito de produção. Gomes tinha acabado de orientar Ramon a explorar mais o lado direito do Flamengo em cima de Galhardo quando Luxemburgo tirou Bottinelli, que não gostou nada da substituição, e pôs Fierro em campo justamente para reforçar o setor. O técnico vascaíno respondeu com a entrada de Bernardo na vaga do apagado Diego Souza.

E foi o próprio Bernardo que tentou reanimar a partida. Em seu primeiro lance, o apoiador chutou de fora da área e obrigou Felipe a se esticar todo para espalmar a bola para escanteio. Com o fim do jogo próximo, as duas equipes esqueceram da parte tática e se lançaram ao ataque em busca de um gol salvador na base da raça. Gol que, naquele momento, poderia siginificar a alegria rubro-negra ou a esperança vascaína. Aos 45, o grito quase explodiu na garganta dos rubro-negros. Após escanteio, a bola sobrou para Thiago Neves, que emendou de primeira de fora da área. A bola saiu raspando a trave direita de Fernando Prass.

Antes de encerrar a partida, o juiz ainda teve tempo de expulsar Allan e Willians, que se desentenderam após uma falta. A decisão, mais uma vez, seria nos pênaltis. Na disputa, Alecsandro e Renato Abreu abriram as séries marcando. Bernardo foi o segundo a bater para o Vasco e chutou para fora, assim como Fierro fez pelo Flamengo.
A vantagem rubro-negra começou com o erro de Fellipe Bastos, que também mandou a bola para longe da meta de Felipe.
comemoração flamengo campeão taça rio  (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Bonde do Mengão sem freio comemora o título antecipado e de forma invicta com muita alegria após a vitória nos pênaltis sobre o Vasco, por 3 a 1

Na sequência, Fernando cobrou bem e fez. Élton era o próximo e sentiu a responsabilidade. Outro chute para fora. Depois de desperdiçar sua cobrança na semifinal contra o Fluminense, coube a Thiago Neves novamente ter a chance de definir a partida. Ele pegou a bola e com calma, garantiu o título antecipado do Flamengo. Agora, 32 vezes campeão carioca e mais dono da hegemonia do estado do que nunca.
Assista à disputa de pênaltis quedeu o título carioca ao Flamengo


Assista aos principais lances da decisão da Taça Rio no Engenhão


Ficha técnica:

VASCO 0 (1) X (3) 0 FLAMENGO
Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Fellipe Bastos, Felipe e Diego Souza (Bernardo); Éder Luis (Élton) e Alecsandro.Felipe; Galhardo (Fernando), Welinton, David Braz e Rodrigo Alvim; Willians, Renato, Bottinelli (Fierro) e Thiago Neves; Ronaldinho Gaúcho e Deivid (Wanderley).
Técnico: Ricardo GomesTécnico: Vanderlei Luxemburgo
Nos pênaltis: pelo Vasco, Alecsandro marcou, e Bernardo, Fellipe Bastos e Elton desperdiçaram; pelo Flamengo, Renato Abreu, Fernando e Thiago Neves marcaram, e Fierro desperdiçou.
Cartões amarelos: Fellipe Bastos, Alecsandro, Élton e Bernardo (Vasco); Bottinelli, Rodrigo Alvim e Galhardo (Flamengo) Cartões vermelhos: Allan (Vasco) e Willians (Flamengo)
Data: 01/05/201. Local: Engenhão (Rio de Janeiro). Árbitro: Luiz Antônio Silva dos Santos. Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas e Marco Aurélio dos Santos Pessanha. Renda: R$ 1.033.625,00 Público pagante: 33.946. Público presente: 39.029.
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Sem chance para o azar, Cruzeiro faz 5 a 1 no Dragão e sacramenta a vaga

Raposa poderia até mesmo perder por sete gols de diferença, mas, mesmo assim, venceu o América TO e, agora, decidirá o Mineiro com o Atlético-MG

A tarefa do América TO era praticamente impossível. Para conquistar uma vaga nas finais do Campeonato Mineiro, o Dragão do Vale do Mucuri teria que vencer o Cruzeiro, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, por oito gols de diferença. A vantagem celeste era tão grande, que o técnico Cuca se deu ao luxo de poupar quase todos os titulares. Apenas Marquinhos Paraná e Roger foram escalado. E o Cruzeiro, mesmo desfigurado em relação às últimas partidas, venceu por 5 a 1, com gols de Edcarlos (2), Pedro Ken, Dudu e Farías. Rodrigo Sena descontou para o América TO.

Com o resultado, o Cruzeiro sacramentou a vaga na decisão do estadual. O time enfrentará o Atlético-MG, que venceu e eliminou o América-MG, nesse sábado, de virada. O Galo fez 2 a 1 no Coelho e medirá forças com a Raposa, em duas partidas. A primeira delas já será no próxima domingo, às 16h (de Brasília), novamente na Arena do Jacaré.
Edcarlos comemora gol do Cruzeiro contra o América-TO (Foto: Washington Alves / VIPCOMM)
Porém, antes, o time celeste terá um compromisso importantíssimo, pela Taça Libertadores. Nesta quarta-feira, às 21h50m, o Cruzeiro enfrentará o Once Caldas, da Colômbia, pela partida de volta das oitavas de final da competição internacional. Como venceu em Manizales, por 2 a 1, a Raposa joga por um empate para chegar às quartas de final. Até mesmo uma derrota, desde que por 1 a 0, classificará o time mineiro.

Jogo lento, mas muitos gols

O jogo começou bem lento. A ampla vantagem construída pelo Cruzeiro no primeiro jogo e o forte calor na Arena do Jacaré contribuíram para isso. O América TO veio a campo com a nítida intenção de não sofrer uma nova goleada, bem fechado na defesa. Com isso, somente o Cruzeiro procurava o ataque.

A omissão do América TO acabou por punir a equipe do Vale do Mucuri. Como apenas o Cruzeiro atacava, não demorou a abrir o placar. Aos 17 minutos, após cobrança de escanteio, Edcarlos pegou o rebote dentro da pequena área e abriu o placar em Sete Lagoas. A Raposa continuou atacando e, logo depois, marcou o segundo. Roger cobrou falta na cabeça de Pedro Ken, que desviou fora do alcance de Fábio Noronha.

O América TO, enfim, acordou. No primeiro ataque do Dragão, conseguiu marcar o gol. Após cobrança de falta, Rafael saiu mal do gol, e Rodrigo Sena empurrou para as redes. O gol animou um pouco mais a equipe vermelha, que abandonou a postura defensiva e passou a buscar o ataque com mais frequência. O Cruzeiro desacelerou um pouco o ímpeto, e a partida perdeu muito em qualidade.

O jogo se arrastou moroso até o fim do primeiro tempo, e o placar foi justo pelo que apresentaram as duas equipes.

Outra goleada

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou com Leandro Guerreiro no lugar de Marquinhos Paraná, e o América TO trocou os goleiros. Saiu Fábio Noronha e entrou Eládio. Logo de cara, o Cruzeiro aumentou a vantagem. Roger bateu falta na área, e Edcarlos bateu de primeira para fazer seu segundo gol na partida.
Cuca chega à final e prega respeito aos adversários (Fernando Martins/ Globoesporte.com)
Cuca chega à final e prega respeito aos adversário

Dois minutos depois do terceiro gol, Bruno Barros, lateral do América TO, foi expulso. Após sofrer falta de Dudu, jogou a bola sobre o jogador do Cruzeiro e recebeu o cartão vermelho. Com um a mais em campo, o domínio cruzeirense ficou ainda maior. A Raposa atacava o tempo todo, enquanto o Dragão não tinha forças para chegar ao campo de ataque. Mas o Cruzeiro perdia muitos gols, com Dudu, Ortigoza, Farías e Diego Renan.

Até que, aos 27 minutos, Dudu resolveu acabar com o festival de gols perdidos. E foi um golaço! O ataque cruzeirense tocou a bola de pé em pé, sempre de primeira, até que o jovem meia empurrou para as redes de Eládio: 4 a 1 para o Cruzeiro.

No último lance, aos 44 minutos, Dudu fez linda jogada pela direita e colocou Farías na cara do gol. O argentino só teve o trabalho de empurrar para as redes: 5 a 1.
A fácil vitória cruzeirense confirma a presença do time na final do Campeonato Mineiro, mais uma vez contra o rival Atlético-MG. Os dois jogos da grande decisão serão nos próximos domingos, dias 8 e 15 de maio. O Cruzeiro tem a vantagem de jogar por dois empates ou por vitória e derrota pela mesma diferença de gols.

Melhores momentos: Cruzeiro
5 x 1 América TO, pela semifinal




Os gols de Cruzeiro 5 x 1 América
TO, pela semifinal do Mineiro 2011




Dudu homenageia o filho com
gol marcado contra América TO



CRUZEIRO 5 X 1 AMÉRICA TO
Rafael; Diego Renan, Edcarlos, Léo e Everton; Marquinhos Paraná (Leandro Guerreiro), Pedro Ken (André Dias), Roger (Gilberto) e Dudu; Farías e Ortigoza.Fábio Noronha (Eládio); Osvaldir, Rodrigo Sena, Júnior Pereira e Bruno Barros; Araújo, Luisinho, Kássio (Henrique) e Wellington Bruno; Leandrinho (Flavinho) e Chrys.
Técnico: Cuca.Técnico: Gilmar Estevam.
Motivo: partida de volta da semifinal do Campeonato Mineiro. Data:1/5/2011. Horário: 16h (de Brasília). Árbitro: Cláudio Luciano Mercante Júnior (PE). Auxiliares: Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Fábio Pereira (TO).
Público: 4.037 pagantes. Renda: R$ 35.469,43. Cartões amarelos:Kássio (América TO); Marquinhos Paraná, Dudu e Everton (Cruzeiro).Cartão vermelho: Bruno Barros (América TO).
Gols: Edcarlos (Cruzeiro), aos 17 minutos, Pedro Ken (Cruzeiro), aos 21 minutos,e Rodrigo Sena (América TO), aos 24 minutos do primeiro tempo; Edcarlos (Cruzeiro), aos 3 minutos, Dudu (Cruzeiro), aos 27 minutos, e Farías (Cruzeiro), aos 44 minutos do segundo tempo.


Postado por Unknown às 19:50 0 comentários
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Inter vence nos pênaltis, ganha returno e força dois superclássicos

Colorado empata por 1 a 1 com o Grêmio no tempo normal, mas vence nas cobranças, por 4 a 2, e ganha o returno

O Inter teve o poder da multiplicação ao superar o Grêmio nos pênaltis na tarde deste domingo, no Beira-Rio, após empate por 1 a 1 no tempo normal. Foi múltiplo em campo, com um time mais bem distribuído, mais criativo, mais agrupado. Pluralizou seu bom momento e a instabilidade do rival, consequências naturais de um clássico sem igual - não tente convencer um gaúcho do contrário. E, acima de tudo, transformou um Gre-Nal em três. A conquista do título do returno pelos colorados assegurou a realização de dois superclássicos para a definição de quem manda no Rio Grande do Sul.

O gol do Inter foi marcado por Leandro Damião, no primeiro tempo, em lance polêmico. Júnior Viçosa empatou no segundo tempo. Mas o Inter levou a melhor nos pênaltis, por 4 a 2, com gols de D'Alessandro, Damião, Kleber e Rodrigo. O Grêmio fez com Rochemback e Adílson, mas errou com Borges, que chutou por cima, e Fernando, que parou na defesa de Renan.
Emoção e vontade de jogar: título mexe com Falcão
Emoção e vontade de jogar: título mexe com Falcão

A partida reuniu pela primeira vez os maiores ídolos da história dos dois clubes, ambos agora treinadores. Paulo Roberto Falcão e Renato Gaúcho travaram um duelo de estratégia. Os dois modificaram a forma habitual de suas equipes jogarem. O comandante colorado levou a melhor. O Inter foi superior em campo. Só perdeu o controle do jogo com a expulsão de Guiñazu na etapa final.

Os Gre-Nais decisivos serão nos dois próximos domingos, primeiro no Beira-Rio, depois no Olímpico. Antes, é preciso pensar na Libertadores. Na quarta-feira, os colorados recebem o Peñarol, e os tricolores visitam o Universidad Católica.

Euforia vermelha se confunde com ira azul: 1 a 0 pro Inter no primeiro tempo

Aos 23 minutos do primeiro tempo, em um Beira-Rio quase tomado de vermelho e azul, enquanto Leandro Damião fazia festa, todos os jogadores do Grêmio tentavam dar um jeito de pegar o árbitro pelas orelhas e arremessá-lo no fosso do estádio. Um segundo antes, o centroavante do Inter havia vencido Rodolfo no corpo, havia visto o defensor se espatifar no gramado, havia recuperado a bola, havia concluído com um toque precioso por cima de Marcelo Grohe. Antes mesmo de a bola cruzar a última linha tricolor e ir beijar a rede, os atletas do time visitante urravam um pedido de falta do camisa 9 rival. Márcio Chagas da Silva nada marcou. A euforia vermelha se confundiu com a ira azul. Era o gol do Inter.

Era um gol que, separada a polêmica do lance, o Inter mereceu. Os colorados foram bastante superiores aos rivais no primeiro tempo. Paulo Roberto Falcão montou sua equipe em um esquema diferente do habitual, com três criadores - Andrezinho pela esquerda, Oscar pela direita e D’Alessandro livre para circular pelo meio. No Grêmio, Renato Gaúcho foi precavido. Criou um 3-6-1, com Vilson na zaga e três volantes acompanhando Douglas no meio.
Leandro Damião comemora gol do Internacional contra o Grêmio (Foto: Jefferson Bernardes / VIPCOMM)
Leandro Damião comemora gol do Inter contra o Grêmio

Os primeiros instantes foram de supremacia do Inter. Com dez minutos, o time colorado chegou três vezes na frente com relativo perigo. Damião chutou fraco. Rodrigo cobrou falta para fora. Andrezinho cabeceou por cima.
O Grêmio, quando respondeu, o fez bem. Gilson apareceu pela esquerda e mandou uma pancada em diagonal. Renan espalmou.
Mas o lance não abalou o time da casa.
Renan pega pênalti, chora e dedica vitória à mãe dele
Renan pega pênalti, chora e dedica vitória à mãe dele

O Inter seguiu superior. Criou chances repetidas vezes, embora elas não tenham sido das mais ameaçadoras. Andrezinho infernizou pelo lado esquerdo. A zaga do Grêmio deve ter pensado em levantar uma daquela plaquinhas com o rosto do jogador, um valor de recompensa embaixo e um recado na parte de cima: procurado. Aos 21 minutos, ele chutou por cima. Aos 34, bateu falta, e Grohe pegou. Aos 46, bateu colocado, novamente com perigo. E foi dele o passe para o gol de Damião.
Renato Gaúcho lamenta 'infelicidade' nos pênaltis
Técnico afirma que empate no tempo normal foi justo

Renato Gaúcho mexeu em sua equipe ainda no primeiro tempo. Tirou Willian Magrão e colocou o atacante Leandro. Assim, transformou o 3-6-1 em 3-5-2. A mudança não teve força para dar controle ao Grêmio, mas ao menos rendeu uma chance. O guri de 17 anos recebeu lançamento de Rodolfo, entrou na área pela direita e quase empatou. O chute foi parar na rede, mas por fora.
Grêmio equilibra jogo e busca o empate.

O início do segundo tempo manteve a supremacia vermelha. Renato Gaúcho se viu obrigado a fazer mais uma mudança, já que Gabriel se lesionou. O volante Fernando foi a campo, e Vilson passou para a lateral direita. Enquanto se reorganizava, o Tricolor viu seu rival criar novas chances de gol. Tinga errou conclusão dentro da área. D’Alessandro mandou pancada de fora, e Grohe espalmou.
Grêmio perde nos pênaltis e decisão do título é adiada
Após 1 a 1 com o Inter, Tricolor perde a Taça Farroupilha

Aos poucos, o Grêmio conseguiu dominar o calor do Inter na partida. E equilibrou de vez as ações ao ver Guiñazu ser expulso. O argentino deu um de seus tradicionais carrinhos e levou o cartão amarelo. Já tinha um. Foi para a rua.

Falcão teve que reconstruir seu sistema de marcação. Primeiro, entrou Wilson Matias no lugar de Oscar; depois, Juan na vaga de Andrezinho. O Inter se encolheu. Virou a hora de o Grêmio forçar a barra em busca do gol.

Foi fundamental a entrada de Júnior Viçosa. A ousadia de Renato foi determinante. O treinador tirou Vilson e colocou o atacante. Aos 41 minutos, após confusão dentro da área, o atleta saído do banco completou para o gol. Era o empate. Era o renascimento do Grêmio. Era a chance de o Tricolor ser campeão gaúcho já neste domingo.
Gremistas vão ao Chile de ônibus horas após o Gre-Nal
Torcedores tricolores honram verso do hino do clube

O jogo explodiu em tensão. Leandro Damião fez fila na zaga gremista e só parou em Marcelo Grohe. Na resposta, Viçosa ficou livre para virar, mas a zaga abafou. Jogaço!
Mas passou o tempo, acabou o jogo. Restavam os pênaltis, o drama em seu nível máximo, a situação mais inadjetivável para um gaúcho - e tente dizer a algum deles que existe algo superior a um Gre-Nal.

Os principais lances da final da Taça Farroupilha


Inter 1 (4) x (2) 1 Grêmio pela final da Taça Farroupilha 2011


Falcão e Renato Gaúcho se encontram e trocam elogios

Postado por Unknown às 19:19 0 comentários
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Nos pênaltis, Timão vence Verdão e vai à final do Paulista contra o Santos

Depois de um empate por 1 a 1 no tempo normal, Corinthians faz 6 a 5 nas penalidades. Jogo foi recheado de polêmicas, expulsões, provocações...

Deu Corinthians! Mas foi sofrido, como a Fiel afirma gostar. Depois de um empate por 1 a 1, recheado de polêmicas, lesões, provocações e expulsões, o Timão bateu o Palmeiras nos pênaltis por 6 a 5, neste domingo, no Pacaembu, e avançou à final do Campeonato Paulista. O adversário será o Santos, que eliminou o São Paulo. Maioria no estádio, a torcida alviverde reconheceu a garra da equipe e aplaudiu depois da eliminação.

A primeira partida será no próximo domingo, dia 8 de maio, no estádio do Pacaembu. E o jogo de volta no dia 15, na Vila Belmiro, na Baixada Santista.
O Corinthians teve um jogador a mais desde os 24 minutos de jogo, quando Danilo foi expulso por carrinho em Liedson. Mas o jogo foi nervoso, tenso, e o Timão não conseguiu se impor. Saiu perdendo, com gol de Leandro Amaro, mas empatou com o talismã Willian e saiu a salvo da “guerra” da arbitragem.
kleber palmeiras corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Kleber reclama de falta: jogo nervoso desde os primeiros minutos

A polêmica com relação à arbitragem do clássico surgiu no início da semana, quando o “Jornal da Tarde” publicou matéria dizendo que Paulo Cesar de Oliveira havia sido indicado pelo Timão, com o aval do Verdão. A matéria, aliás, cravava o árbitro como o escolhido para apitar o dérbi, antes mesmo do sorteio.
Embora a direção do Palmeiras tenha reclamado e pedido a retirada de Paulo Cesar de Oliveira da lista dos oito árbitros presentes no sorteio, a Federação Paulista o manteve e viu o nome do juiz ser confirmado após cerimônia com transmissão ao vivo e testemunhas. A chance de Paulo Cesar era de 12%.



O Verdão seguiu reclamando, colocando a arbitragem sob suspeita. Fato que irritou o presidente do Corinthians, Andrés Sanches. No sábado, ele convocou uma coletiva no CT Joaquim Grava e afirmou que as reclamações do rival alviverde já faziam parte de uma tática para justificar uma eventual eliminação.
Na realidade, o que isso tudo provocou foi um jogo tenso, à flor da pele.
felipão palmeiras corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Felipão faz jogo duro ao ser expulso no clássico e só sai do banco de reservas após chegada de policiais

Poucos lances e muita confusão. Nervoso, o Palmeiras entrou em campo “pilhado”, como se diz popularmente. Parecia estar na mesma vibração da torcida, que, irritada com as polêmicas em relação à arbitragem durante a semana, pressionou Paulo Cesar de Oliveira desde a primeira falta marcada em favor do Corinthians.

Dentro desse ambiente tenso, Valdivia esquentou ainda mais o clima ao provocar Chicão, ameaçando jogar a bola na cara do zagueiro alvinegro, aos dois minutos. Logo depois, no lance seguinte, Kleber, um dos palmeirenses mais exaltados em campo, foi advertido com o cartão amarelo por falta em Leandro Castán.



Em um raro momento de futebol, o Verdão fez o Timão recuar e arriscou com alguns chutes de fora da área. Primeiro com Marcos Assunção, depois com Valdivia. E foi de um chute do Mago que o goleiro Julio Cesar rebateu que quase saiu o primeiro gol do jogo. Mas Luan e Rivaldo não conseguiram aproveitar o rebote.

O Corinthians, então, tentou explorar a velocidade do trio ofensivo formado por Jorge Henrique, Dentinho e Liedson. Não conseguiu. E, com pouco futebol, sobrou espaço para confusão (e lesões). A partida, aliás, começou a pegar fogo depois que Valdivia deu seu chute no vácuo e sentiu a perna de apoio, no caso a esquerda (assista ao vídeo abaixo).

Isso foi aos 20 minutos. Logo na sequência, o chileno pediu para sair. Mas antes mesmo de ele ser substituído, houve mais confusão. O zagueiro Danilo deu um carrinho frontal em Liedson e levou cartão vermelho. O corintiano também entrou forte no lance, mas não foi advertido por Paulo Cesar de Oliveira.

Era para Lincoln entrar no lugar de Valdivia, mas Felipão teve de recompor a zaga. Escalou, então, Leandro Amaro, aos 26. Dois minutos depois, porém, o técnico alviverde foi expulso por conta de uma reclamação, seguida de uma discussão acalorada com Tite:
- É sempre assim, você fala demais, fala demais - dizia Tite.
Inconformado com a expulsão, Felipão fez jogo duro. Só deixou o banco de reservas depois que Policia Militar chegou. Acompanhado de quatro oficiais, o técnico ainda deu canseira e ficou na boca do túnel. Somente depois de uns dez minutos é que desceu para acompanhar o jogo na sala de imprensa do estádio.

- É ridículo. Só isso - esbravejou o palmeirense Kleber, na saída para o intervalo.
Sem espaço para o futebol, Palmeiras e Corinthians fizeram um primeiro tempo pouco produtivo, mas bastante aguerrido. Tanto que, aos 38 minutos, o Verdão perdeu mais um jogador por lesão. Foi Cicinho, que sentiu a coxa direita e deixou o campo para a entrada de João Vitor. Restava apenas uma alteração ao Alviverde.
Após discussão com Felipão, Tite prefere o silêncio (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Jogão!

Os 15 minutos de intervalo serviram para acalmar os ânimos das duas equipes, em especial do Palmeiras. Com outra postura, o Verdão foi para cima do Timão e por muito pouco não abriu o marcador aos seis minutos. Marcos Assunção bateu falta com perfeição e obrigou Julio Cesar a se esticar todo para defender.
E foi do escanteio provocado por essa espalmada que saiu o gol do Palmeiras, que sufocou o rival nos minutos iniciais do segundo tempo. Aos sete, Marcos Assunção cobrou fechado, e Leandro Amaro, zagueiro que entrou na vaga do machucado Valdivia, desviou de cabeça na primeira trave.
Palmeiras cai nos pênaltis diante do Corinthians (Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
O gol inflamou a torcida alviverde na arquibancada do Pacaembu. A cada lance, a cada desarme, a cada chute, a vibração era enorme. Ao Corinthians, então, restou tentar uma reação. E para melhorar a ligação do meio de campo com o ataque, Tite sacou Alessandro e mandou a campo o peruano Luis Ramírez.

Logo na sequência, Tite sacou Dentinho e escalou Willian. Mas o Palmeiras estava vibrante. Mesmo com um jogador a menos, a equipe de Felipão não dava espaços para o rival alvinegro. O jeito foi tentar arriscar de fora da área. Mas o atacante Willian não deu sorte. Aos 17 minutos, ele escorregou e pegou mal na bola.
Rapidamente, porém, ele se redimiu. E com o gol de empate. Aos 19 minutos, após cobrança de escanteio de Jorge Henrique, Willian desviou de cabeça. A zaga chegou a tirar a bola, mas o auxiliar levantou a bandeira, correu para o meio e confirmou o gol: 1 a 1. Os palmeirenses, no entanto, reclamaram.

Com o empate do Corinthians, o jogo ficou mais aberto. E o Palmeiras voltou a arriscar alguns chutes. Luan assustou aos 25, Kleber aos 27... Mas a melhor chance mesmo saiu dos pés de Marcos Assunção. O volante cobrou falta aos 38 minutos, e Julio Cesar viu a bola raspar o seu travessão.
liedson corinthians palmeiras (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Liedson em disputa de bola no jogo deste domingo

O Timão ainda fez uma pressão no final, mas a decisão foi mesmo para os pênaltis. E deu Corinthians, por 6 a 5. Os gols alvinegros foram marcados por Chicão, Willian, Fábio Santos, Leandro Castán, Morais e Ramírez. Pelo Palmeiras, Kleber, Marcos Assunção, Márcio Araújo, Luan e Thiago Heleno marcaram. Mas João Vitor desperdiçou sua cobrança.

Melhores momentos da vitória do Timão sobre o rival na semifinal


Os gols de Palmeiras 1 (5) x (6) 1 Corinthians pelo Paulistão 2011


Ficha técnica:

PALMEIRAS 1 (5) X 1 (6) CORINTHIANS
Deola; Cicinho (João Vitor), Danilo, Thiago Heleno e Rivaldo; Márcio Araújo, Marcos Assunção, Tinga (Patrik) e Valdivia (Leandro Amaro); Luan e Kleber.Julio Cesar; Alessandro (Ramírez), Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Bruno César (Morais) e Jorge Henrique; Dentinho (Willian) e Liedson.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.Técnico: Tite.
Gols: Leandro Amaro, aos sete, e Willian aos 19 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Kleber (PAL); Alessandro, Fábio Santos, Bruno César, Ralf, Leandro Castán (COR). Cartão vermelho: Danilo (PAL)
Público: 33.861 pagantes. Renda: R$ 949.238,00.
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 01/05/2011. Árbitro:Paulo Cesar de Oliveira. Auxiliares: JVicente Romano Neto e Alex Alexandrino.
Postado por Unknown às 18:43 0 comentários
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